E aí galera,

Eu e minha filha Marcella passamos o mês de janeiro na Austrália, onde pegamos muitas ondas.

No mar, parte do meu pensamento ficava no Brasil, mais especificamente na Escola Pedro Muller, responsável direta pelo lazer que desfrutamos na terra dos cangurus e dos tubarões.

Sem voces, eu não teria retornado ao surf depois de vinte anos, e a minha filha não saberia sequer como ficar deitada numa prancha.

Mais do que a técnica, a Escola nos traz o espirito do surf, ao lado de uma galera de primeira, dos cascudos professores aos mais tímidos alunos.

E na Australia se percebe com muita intensidade esse espírito do surf. O país respira surf por todos os lados. São praias e mais praias com boas ondas e muita gente no mar, de crianças a coroas. Lá, parece que todos curtem esse esporte maravilhoso.

Primeiro caímos na costa oeste, um pouco acima de Margaret River, numa praia paradisíaca chamada INJIDUP, na cidade de Dunsborough. Fundo de pedra e de areia, as ondas são perfeitas, bem consistentes, de bom tamanho, cerca de 1,5m, 2,0m, e não são cavadas, são cheias, o drope é mais lento, o que me permitiu pegar algumas inesquecíveis.

Digo algumas pois só há um pico perto da praia (o outro fica lá no Outside), lá fora mesmo, e eu não tive coragem de encarar) e rola crowd direto. Fiquei umas duas horas no mar e dropei umas seis ondas no máximo. Lá fui atropelado por um surfista e acabei no hospital com o pá esquerdo rasgado. Nada que uma boa sutura não cure, mas é certo que o acidente me custou uns cinco dias de abstinência, foi terrível! E o pior foi que depois de sofrer o corte, continuei no mar sangrando mais uns vinte minutos, por fissura, e corri o risco de ser devorado por um shark, dei mole!

 

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Saindo do oceano indico para o pacifico, a praia que mais gostei foi WATEGOS BEACH, em Byron Bay. Altas ondas para longboard! E a minha prancha e uma 8.2, fiz a mala.

Ondas intermináveis. Minha filha adorou! E também curtimos muito a praia de CURRUMBIN, na Gold Coast. Lá peguei a onda da minha vida! Aí Marcelo Boscoli, a tal onda da vida... Por incrível que pareça foi uma direita. Para um surfista qualquer como eu, de poucos recursos técnicos, foi um luxo! A onda subiu grande lá fora, bem cheia, e eu queria fazer um bonito, pegar uma para lembrar da viagem, e Deus me iluminou. Dei duas braçadas e senti que entrei na onda, tendo logo em seguida ficado em pé. Para a minha surpresa, a onda ficou bem vertical e o drope que começou lento se tornou bem rápido, me dando uma sensação que ainda não tinha tido. Achei que ia cair, mas consegui jogar pra direita (a onda abriu os dois lados) e depois foi aquele passeio. Subia e descia como se estivesse num tobogã e acabei na areia. A unica manobra que sei fazer foi executada com sucesso. Saí de alma lavada. E a Marcella deitou e rolou nessa praia num pico mais seguro, pegando inúmeras ondas sozinhas, “caminhando” bastante em cada uma delas.

Nunca vi tanta onda perfeita... E isso facilita demais a prática do surf!

É isso aí. Esperamos poder viajar com o pessoal da escola para outras aventuras.

Valeu, um forte abraço pra galera toda!

Carlos Alfredo (Alfredinho)

e

Marcella

Bruno, Gabriel e Laís Tedeschi

Irmãos surfando juntos na Pedro Muller Surf Club.

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